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Blog Conheça o novo Cores 07/02/2019

Os melhores do ano (até agora)



Olá, meus queridos!

Tudo bem com vocês? 

Finalmente chegamos em julho. Mês de férias, relaxamento... e muita leitura, é claro! Passamos da metade de 2019 (eu sei, ainda é difícil de acreditar que 2020 está cada vez mais próximo); sei que é papo de velho, mas parece que foi ontem que o ano começou e lá estava eu, o ingênuo Gabriel traçando metas ao longo dos meses. Eu tinha como principal objetivo conseguir ler 100 livros, além dos outros inúmeros desafios literários que fui me metendo; até o momento em que esse texto foi publicado, finalizei a minha 28ª leitura. Estou um pouco longe da meta e creio que não irei conseguir atingi-la, no entanto, irei seguir firme e forte e me aproximar o máximo possível do número. No meio desses 28 livros, resolvi escolher 6 deles que considero os melhores, ao menos até o momento, dia 20 de julho. Provavelmente até dezembro essa lista ainda irá mudar muito e estou bem animado para comparar essa resenha com a minha lista final. Bem, isso é assunto para o final do ano! Vamos ao que interessa. 

Em janeiro, comecei o ano super focado e lendo que nem maluco: Foram um total de 6 livros e dentre eles, escolhi Pequenas Grandes Mentiras, da Liane Moriarty. O livro já tem resenha aqui no site e tudo nele é maravilhoso. Desde os personagens altamente carismáticos, a maneira com que a autora escreve acerca dos dramas vividos por cada um deles é muito humano e palpável. Por diversos momentos me reconheci em cada um deles e não são muitos livros que conseguem despertar esses sentimentos. Como uma boa obra de suspense, o livro possui um plot twist espetacular e é impossível desgrudar da obra. Eu me lembro que queria largar tudo só pra ler e valeu cada página. Mesmo que a minha liste mude até dezembro e novos livros ocupem esses espaços, dificilmente irei substituir Pequenas Grandes Mentiras. Indico para todos os meus amigos e conhecidos, realmente vale a pena. Se você já é fã de séries, vale a pena também conferir adaptação da série produzida pela HBO.


Autor(a): Liane Moriarty
Editora: Intrínseca
Gênero: Drama, Suspense
Páginas: 399
Sinopse: Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de como isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.


Seguindo nossa lista (e sei que não é surpresa alguma), o segundo livro que resolvi trazer aqui pra vocês é de ninguém menos que: Stephen King. Gente, eu sei que cansa, mas que autor! Apesar de poder citar vários dele que li esse ano e que entrariam fácil para esse pódio, escolhi falar sobre O Cemitério, que, em minha opinião, é uma de suas obras mais densas e completas. Caso queiram ler a resenha completa, basta clicar aqui. King possui um estilo muito peculiar de escrita e imprime muita identidade em seus textos. Em O Cemitério, o autor traz uma de suas melhores narrativas, que mantém o ritmo durante todas as páginas; no livro não existe capítulos desnecessários ou descrições imensas, já uma obra registrada do autor. Os personagens não são lá muito interessantes, mas a história é realmente bem escrita e narrada e o livro possui um dos melhores finais já criados pelo autor. Uma história profunda sobre perda e luto. Arrebatadora.


Autor(a): Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Terror
Páginas: 424
Sinopse: Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar em uma pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade e a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios pela região, conhecem um cemitério no bosque próximo à sua casa. Ali, gerações de crianças enterraram seus animais de estimação. Mas, para além dos pequenos túmulos, há um outro cemitério. Uma terra maligna que atrai pessoas com promessas sedutoras. Um universo dominado por forças estranhas capazes de tornar real o que sempre pareceu impossível. A princípio, Louis Creed se diverte com as histórias fantasmagóricas do vizinho Crandall. No entanto, quando o gato de sua filha Eillen morre atropelado e, subitamente, retorna à vida, ele percebe que há coisas que nem mesmo a sua ciência pode explicar. Que mistérios esconde o cemitério dos bichos? Terá o homem o direito de interferir no mundo dos mortos? Em busca das respostas, Louis Creed é levado por uma trama sobrenatural em que o limite entre a vida e a morte é inexistente. E, quando descobre a verdade, percebe que ela é muito pior que seus mais terríveis pesadelos. Pior que a própria morte - e infinitamente mais poderosa.

Para o próximo livro, por mais que eu tenha pensado em maneiras de escrever uma resenha pra trazer aqui para o Cores, me faltaram palavras que pudessem exprimir tudo que eu senti ao ler Diário de Uma Escrava, da autora nacional Rô Mierling. O livro publicado pela Darkisde traz uma ficção com o compilado de histórias reais de meninas que foram raptadas por maníacos sexuais e passaram anos sendo submetidas aos mais diversos tipos de tortura e humilhações. Eu o li em meados de março para o clube do livro do qual faço parte, mas até hoje não esqueço o impacto da narrativa de Rô. Sua escrita é explícita e visceral; é impossível para o leitor não se transportar para a pele da personagem e sentir todo o medo, a angústia e o sofrimento vivido por ela enquanto tenta escapar do cativeiro. O final do livro é de partir o coração e nunca chorei tanto ao ler. É um livro forte e que não recomendo a todos, principalmente para as pessoas que possuem dificuldade em digerir cenas fortes e pesadas. Ele se encontra nessa lista, pois, apesar de ser uma leitura difícil, acho extremamente essencial e serve como uma mensagem de alerta. 


Autor(a): Rô Mierling
Editora: Darskide
Gênero: Drama
Páginas: 224
Sinopse: No Brasil, todo ano, 250 mil pessoas desaparecem sem deixar vestígios. Desse total, 40 mil são menores de idade, dos quais um terço são meninas destinadas a fins sexuais. Muitas escapam ou são encontradas, contando histórias terríveis; outras nunca mais são vistas com vida.O sofrimento e as reviravoltas de uma menina sequestrada por um psicopata, mostrando o lado doentio e uma visão deturpada do sexo, e o uso da mulher como objeto sexual.


Pensei em trazer ao menos um livro de cada gênero para a lista e, não sei se vocês se lembram, mas no meu post lá do início do ano, eu havia prometido a mim mesmo que iria ler mais distopias. Mundo Em Caos, do autor Patrick Ness, chegou até o Cores através da parceria com a editora Intrínseca e como eu fiquei feliz em ler. A história é muito bem construída, além de obviamente ser repleta de críticas de cunho sociais e políticas, sempre presentes em obras do gênero. O livro ainda conta com um capítulo extra com um conto que preenche as lacunas deixadas durante a narrativa da história principal e quero muito ler os demais livros da série. Ah, e o filme também está chegando. Fiquem ligados! Resenha completa aqui


Autor(a): Patrick Ness
Editora: Intrínseca
Gênero: Fantasia, ficção, distopia
Páginas: 445
Sinopse: Em um mundo pós-apocalíptico, uma infecção rara e perigosa causou o inimaginável: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audíveis, e agora o caótico Ruído está por toda parte. É impossível guardar segredos no Novo Mundo.Todd Hewitt é o único garoto entre os homens da cidade de Prentisstown, e mal pode esperar para se tornar um deles. No entanto, o lugar esconde algo grave, capaz de mudar o futuro de Todd e do Novo Mundo para sempre. A apenas um mês de se tornar homem, um segredo impensável é revelado, e ele se vê forçado a fugir antes que seja tarde demais. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele empreende uma jornada repleta de perigos e se depara com uma criatura estranha e silenciosa: uma garota. Mas quem é ela? E por que não foi morta pelo germe como todas as mulheres?


Mudando um pouco o estilo dos livros, trouxe para a lista Flores Para Algernon, do autor Daniel Keyes. A obra foi uma grata e emocionante surpresa e posso dizer com propriedade que foi uma das leituras que mais refleti e aprendi sobre a vida. Charlie Gordon é um homem com sérios problemas de desenvolvimento intelectual que se submete a uma cirurgia experimental capaz de torná-lo inteligente. A cirurgia é um sucesso e Charlie rapidamente começa a desenvolver seu intelecto, assimilar um quantidade cada vez maior de conteúdos e questionar assuntos que até então para ele passavam despercebidos. No entanto, o personagem sofre mudanças em seu comportamento e acaba se isolando e se tornando uma pessoa totalmente diferente do que ele era. O livro é lindo e muito emocionante. Mesmo não tendo avaliado com as 5 estrelas por conta de umas falhas que encontrei durante a narrativa, é uma obra que vale a pena a ser lembrada, tamanho impacto de suas narrativa, além de abrir espaço para muitas outras discussões. Resenha completa aqui

Autor: Daniel Keyes
Editora: Aleph
Gênero: Ficção científica
Páginas: 284
Sinopse: Uma cirurgia revolucionária promete aumentar o QI do paciente. Charlie Gordon, um homem com deficiência intelectual severa, é selecionado para ser o primeiro humano a passar pelo procedimento. O experimento é um avanço científico sem precedentes, e a inteligência de Charlie aumenta tanto que ultrapassa a dos médicos que o planejaram Entretanto, Charlie passa a ter novas percepções da realidade e começa a refletir sobre suas relações sociais e até o papel de sua existência. Delicado, profundo e comovente, Flores para Algernon é um clássico da literatura norte-americana.

E por fim, o útimo escolhido para essa lista é Contagem Regressiva do Ken Follett. Cecis, você provavelmente vai rir ao ver esse livro na minha lista, mas eu tive uma péssima experiência com um outro livro do autor e jurei que não iria ler mais nada dele. Depois de alguns pedidos da Cecília, eu resolvi aceitar o desafio e ler, mas confesso que estava com os dois pés, os braços e a cabeça pra trás. Não me entendam mal, Ken é um bom autor e possui ótimas histórias, no entanto, certas coisinhas em sua escrita me incomodam demais! Felizmente, Cecis estava certa e o livro é realmente arrebatador. A história é incrível e muito bem contada, além de Ken mesclar maravilhosamente bem eventos históricos com sua ficção. A reta final do livro é alucinante e não tenho nada pra dizer. Certamente apaguei totalmente a impressão que tinha sobre o autor e irei ler seus outros títulos. Para ler a resenha completa feita pela Cecis, basta clicar aqui


Autor(a): Ken Follet
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Páginas: 320
Sinopse: Certa manhã, um homem acorda no chão de uma estação de trem, sem saber como foi parar ali. Não faz ideia de onde mora nem o que faz para viver. Não lembra sequer o próprio nome. Quando se convence de que é um morador de rua que sofre de alcoolismo, uma matéria no jornal sobre o lançamento de um satélite chama sua atenção e o faz desconfiar de que sua situação não é o que parece.O ano é 1958 e os Estados Unidos estão prestes a lançar seu primeiro satélite, numa tentativa desesperada de se equiparar à União Soviética, com seu Sputnik, e recuperar a liderança na corrida espacial.À medida que Luke remonta a história da própria vida e junta as peças do que está por trás de sua amnésia, percebe que seu destino está ligado ao foguete que será disparado dali a algumas horas em Cabo Canaveral.Ao mesmo tempo, descobre segredos muito bem guardados sobre sua esposa, seu melhor amigo e a mulher que ele um dia amou mais que tudo. Em meio a mentiras, traição e a ameaça real de controle da mente, Luke precisa correr contra o tempo para conter a onda de destruição que se aproxima a cada segundo.

Então é isso, gente. Essa é a minha lista dos seis melhores livros de 2019, até o momento. Devo confessar que entre março-junho, não li quase nada, mas agora para o segundo semestre, quero limpar minha estante e ler a pilha dos que estão encalhados lá. Tenho certeza que até dezembro essa lista vai mudar muito e os livros irão render muitas outras resenhas e discussões aqui pro Cores. Conta aqui nos comentários pra mim quais são os seus seis livros favoritos até o momento, quem sabe eu não os coloque também na minha listinha final. :) 

Nos vemos na próxima semana. 

Até lá!