Eu Perdi o Rumo | Resenha

28 de dez de 2018
Foto: Cecília Justen

Ei! Tudo bem?
Espero que sim :)

Estamos terminando o ano e as últimas resenhas de parcerias já estão no blog. Sei que as postagens estão saindo confusas, isso só vai melhorar depois de Janeiro, pois enquanto viajo continuo publicando, mas com menor frequência e de forma aleatória.

Enfim, hoje é dia de falar sobre pessoas perdidas, sobre se perder para finalmente se encontrar e sobre solidão. Temas que são discutidos cada vez mais, mas em alguns momentos não são feitos de maneira certa, será que Gayle Forman conseguiu?

Eu Perdi o Rumo - Gayle Forman

Sinopse: Freya perdeu a voz no meio das gravações de seu álbum de estreia. Harun planeja fugir de casa para encontrar o garoto que ama. Nathaniel acaba de chegar a Nova York com uma mochila, um plano elaborado em meio ao desespero e nada a perder. Os três se esbarram por acaso no Central Park e, ao longo de um único dia, lentamente revelam trechos do passado que não conseguiram enfrentar sozinhos. Juntos, eles começam a entender que a saída do lugar triste e escuro em que se acham pode estar no gesto de ajudar o próximo a descobrir o próprio caminho. Contado a partir de três perspectivas diferentes, o romance inédito de Gayle Forman aborda o poder da amizade e a audácia de ser fiel a si mesmo. Eu perdi o rumo marca a volta de Gayle aos livros jovens, que a consagraram internacionalmente, e traz a prosa elegante que seus fãs conhecem e amam.


Foto: Cecília Justen

Páginas: 238 | Autor(a): Gayle Forman | Editora: Editora Arqueiro | Gênero: Romance 

Freya, Harun e Nathaniel não se conhecem e são pessoas completamente diferentes, mas possuem algo em comum: todos os três estão perdidos. Não perdidos em uma rua, sabem muito bem a localização em que estão, porém, estão perdidos em suas próprias vidas e ações.

Em um dia os protagonistas da história se encontram e vivem aventuras que muda toda a sua vida e dá um novo significado a palavra: viver. 

"Por mais que estivesse sendo tragado pelo chão sob seus pés, ele respondia: "Está tudo bem.". Uma mentira deslava. Quando é que está tudo bem? Mas as pessoas engolem. Elas sorriem. Seu alívio é sempre palpável e sempre doloroso."

Estar escrevendo essa resenha é muito difícil para mim, pois essa é uma história com uma carga emocional muito grande, e que vai surpreendendo o leitor a cada virada de página. Felizmente li em um momento em que estava me sentindo psicologicamente bem, mas sei que em um tempo mais complicado a leitura seria mais pesada para meus sentimentos. 

Isso tudo porque essa é uma história sobre significar novamente a vida de cada personagem e do próprio leitor. Na obra conhecemos Freya, Harun e Nathaniel, pessoas completamente diferentes que acabam fazendo amizade pela simpatia de cada um e nos faz pensar em como cada um de nós tem um pouco de cada protagonista. 

"O amor é condicional. Tudo é."

Freya é quase uma estrela da música, seus dias como famosa estão aumentando e a gravação do primeiro disco está quase completa. Tudo seria perfeito se ela não tivesse acordado sem voz e agora ela precisa viver em uma corda bamba sem saber sobre seu futuro e sua carreira. Harun é um menino muçulmano com uma família extremamente conservadora. É apaixonado por James, seu atual ex-namorado, quem ele pretende reconquistar assim que contar para a família sobre sua homossexualidade. Nathaniel foi criado pelo pai e é uma personagem extremamente secreto, sem muitas informações, sobre sua vida nós só iremos saber durante a leitura. 

Esses três personagens se encontram quando Freya acidentalmente cai em Nathaniel e Harun está passando perto dos dois, a ligação é instantânea e é lindo observar como tudo se desenvolve. 

No início da obra todas as relações e sentimentos dos personagens são apenas de estarem perdidos, mas com o tempo a gente entende o real motivo por de trás das ações de cada um e conseguimos captar muita verdade em toda a ficção da história. Apesar de ser um livro há muita verdade em cada página. 

"Portar a perda de alguém é ser o guardião de seu amor. Compartilhar a própria perda com alguém é uma forma de dar o próprio amor."

Posso dizer que achei esse livro muito poético, mas não de uma forma ilusionaria, como disse anteriormente essa é uma história real, mas com um quê filosófico bem gostosinho. Uma obra bem leve e fácil de ser lida, poucas páginas, mas maravilhosamente escritas. 

Não encontrei erros na história, o que me desagradou foi a superficialidade em alguns momentos e as relações instantâneas dos personagens, acho que isso acontece porque a obra se passa em um dia e o desenvolvimento não foi feito da melhor maneira, porém, na totalidade, não é algo que incomode a leitura. 

"Ele não quer morrer. A questão nunca foi querer. Só que ele não pode mais ficar sozinho. Já passou tempo demais sozinho."

Eu indico a obra principalmente pelo momento em que estamos vivendo, no qual várias pessoas passam pelos mesmos problemas que os personagens e não conseguem se encontrar psicologicamente. Apesar do final chocante e revelador, é com o peso dele que muitos podem resignificar suas vidas.  

"Os três podem ser perfeitos desconhecidos, com vidas e problemas diferentes, mas ali, naquele consultório, estão medindo a tristeza da mesma forma. Estão medindo em perdas."

Nota: 4/5 ♥ 
*Livro cedido em parceria com a Editora* 

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Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩





2 comentários:

  1. Gostei da priemissdo livro e apesar de não ser a leitura que faço acho que daria uma chance para a história

    www.estante450.blogspot.com

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