5 livros da Editora Arqueiro para você presentear no Natal

4 de dez de 2018
Foto: Cecília Justen

Ei! Tudo bem?
Espero que sim :) 

Como vocês bem sabem todo final de ano eu venho até aqui para compartilhar com vocês alguns livros com selo 5/5 que podem ser escolhidos para presentear alguém ou a si mesmo no Natal. Dessa vez eu decidi aparecer na primeira semana de dezembro porque ano passado eu ouvi gente dizendo que a postagem tinha saído tarde demais, então para ninguém reclamar estou aqui para divulgar cinco histórias maravilhosas publicadas pela Editora Arqueiro, uma queridinha do blog e nossa parceira.

Durante o mês teremos mais uma postagem com mais 5 indicações, então fiquem tranquilos. 


Romance de Época: Um Sedutor sem Coração
Foto: Cecília Justen

Leia a resenha do livro aqui.
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Quando decidi indicar obras publicadas pela Arqueiro foi impossível não aceitar que indicaria algum Romance de Época (vocês verão que duas histórias do gênero estão aqui), isso porque esse é o queridinho da editora e todo mês tem pelo menos um livro aparecendo nas livrarias e no Cores.

Diferentemente do ano passado, minha primeira ideia foi uma história de Lisa Kleypas que todo dia me surpreendente. Fazia tempo que eu não lia um Romance de Época realmente intrigante e que me deixasse empolgada a cada momento. O compilado de sentimentos dos personagens, a escrita de Lisa Kleypas, o cenário no campo e não nos centros urbanos (normalmente Londres) e a construção de uma mocinha totalmente a frente de seu tempo fizeram com que está obra ganhasse vários potinhos comigo, por isso a primeira indicação é Um Sedutor sem Coração.

A história começa mostrando como Devon era feliz. Ele vivia sua vida intensamente com seu irmão, West, não tinha responsabilidades e podia sair pelas ruas de Londres fazendo o que bem entendesse. Até o dia em que Theo, seu primo detestável, decidiu andar de cavalo bêbado e... morreu. A morte do parente não o afetou, então o real problema apareceu assim que recebeu a notícia: Devon agora é lorde e herdeiro do Priorado Eversby. Um lugar pacato, improdutivo e antiquado que mergulha em dívidas. Se não bastasse isso, ao conhecer o local se deparou com mais três problemas: Helen, a irmã inocente que com 21 anos não sai de casa; as gêmeas Pandora e Cassandra, que estavam bem longe de serem damas; e Kathleen... A viúva de Theo, que estava mais para megera. A convivência de poucos dias na propriedade piora quando Devon decide que vender é a melhor opção. Assim Kathleen entra em desespero, ela seria expulsa da casa junto com as irmãs de seu falecido marido, e os arrendatários estariam perdidos naquela situação, todos perderiam seus lares enquanto Devon voltava para Londres e continuava sua vida de patife. Entretanto, é conhecendo os familiares, é se encantando pela presença das primas e se sentindo completamente atraído por Kathleen (a esposa de 3 dias de seu primo) que Devon decide tentar.

Terminei esse livro com "gostinho de quero mais", mas não com a sensação de que faltava algo, mesmo sabendo que a história parecia inacabada e que nós só saberíamos um pouco mais sobre o final de Devon e Kathleen nas próximas histórias. Esse é um livro perfeito para você que quer se apaixonar pelos personagens, mas quer viver toda a situação que faz o plano de fundo da obra.

   +Romance de Época: Mais Forte que o Sol
Foto: Cecília Justen

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Juro que eu pretendia indicar um livro para cinco gêneros selecionados, mas foi impossível não incluir mais um Romance de Época e Julia Quinn, por isso o segundo livro da duologia Irmãs Lydon, Mais Forte que o Sol, está aqui.

A história fala sobre Eleanor Lyndon que estava apenas passeando quando um homem - literalmente - caiu aos seus pés. Fato muito irônico já que Ellie é a moça mais indesejada da região, e não por sua falta de beleza, mas sim por sua falta de filtro ao falar. Charles Wycombe percebeu que a senhorita Lyndon não era uma pessoa fácil no momento em que caiu de uma árvore bêbado e terminou aos pés da dama. Ela ajudou o homem mesmo sem saber que estava lidando com um conde. Ele aceitou a ajuda da mulher mesmo lidando com toda a teimosia, ironia e deboche. Em pouco tempo Eleanor se mostrou uma mulher inteligente, incansável e completamente engraçada. Era tudo o que Charles queria para aquele momento, ela seria a mulher ideal, ou melhor... A condessa de Billington ideal. Sem pensar duas vezes, o pedido de casamento acontece ali, com Charles machucado e Eleanor reclamando. Não era um conto de fadas, Ellie nem esperava por isso, mas desejava sim um pedido romântico ou qualquer afeto pelo homem que a pediria em casamento, a única coisa que ela sentia por Charles era... Desejo? Entretanto, como a pessoa sensata que era, Ellie volta para casa recusando a proposta e Charles volta para casa com medo de seu futuro. Ter uma esposa seria uma forma de não perder a sua fortuna, dali a 15 dias o conde faria aniversário e se não tivesse casado não herdaria nenhum centavo de seu pai, o que o levaria a ruínas, já que não possui condições de manter sua casa, sua tia e as primas. Ellie, ao chegar à casa de seu pai, encontra com sua madrasta, que continua procurando pretendentes para a jovem, sendo eles bêbados ou com algum histórico de agressão. Além das infinitas listas, a senhorita Lyndon é constantemente oprimida na casa, como uma bela Cinderela. Sua irmã está em viagem com o marido e seu pai não fica muito tempo em casa, então ela não tem ninguém a quem recorrer nesse momento. Mesmo se lembrando de Charles e sua proposta indecente, Eleanor decide sair de casa, e ela faria isso resgatando todo o dinheiro que ela investiu em um banco. Ao chegar lá, ela só não esperava que seu pai fosse o único a tirar aquelas economias, que nem eram tantas. Desesperada e sem ter onde ficar, Ellie finalmente toma a decisão que mudaria tudo: Ela se casaria com Charles. Eles só não sabiam que esse casamento estaria longe de ser de conveniência.

Eu li bem rapidinho porque queria engolir essa história e esse casal. Não estava muito no clima para ler algum livro, estava naquela ressaca literária pesada, mas quando - finalmente - peguei Mais Forte que o Sol para ler, eu não consegui parar mais. Com uma leitura fluída e cheia de encantos, Julia Quinn nos surpreende mais um pouco. Me despedi desse livro com o coração na mão, porque esses personagens, esse casamento e Charles (meu chuchu) fizeram com que tudo fosse mais especial.

Romance Policial: A Mulher na Janela 
Foto: Cecília Justen

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Um tiro foi essa estreia de A. J. Finn no mundo literário. 

A Mulher na Janela fala sobre Anna que possui Agorafobia, que é basicamente medo de espaços abertos e isso acaba se ligando a ataques de pânico, por isso ela não saí de casa há meses. Passa todos os seus dias sozinha, às vezes tem companhia de sua fisioterapeuta ou de seu terapeuta, sendo que em alguns momentos encontra seu inquilino. Por isso, Anna passa seus dias bebendo muito (muito!) vinho, assistindo filmes antigos dignos de Hitchcock, jogando xadrez na internet, respondendo pessoas que sofrem do mesmo problema que ela e... Espionando os vizinhos. O que mais uma pessoa que não sai de casa faria? Sua vida, mesmo pacata, até que era emocionante tendo em vista os casos extraconjugais que alguns vizinhos tinham. Mas os Russells... Eles não... Os Russells acabaram de se mudar, mas já passaram uma impressão estranha para Anna e todos os dias eles parecem cada vez mais atrativos. E se não bastasse toda a espionagem, a mulher na janela acaba conhecendo Ethan, o filho do casal, e Jane, a mãe. Entretanto, tudo parece fora do lugar, e quando Anna acaba vendo algo aterrorizante pela janela sua primeira ação é ligar para a polícia, mas como eles iriam acreditar nela? A maluca que fica espionando os outros? A maluca que mistura os remédios com a bebida? A maluca que se separou do marido? A maluca que não sai de casa há dias? E como ela irá acreditar nela mesma, quando tudo parece apenas alucinações?

Como demorei muito tempo para iniciar a leitura, acabei lendo vários comentários positivos sobre a obra, mas fico tão feliz por não ter tido spoilers ao longo do período, pois a surpresa no final é de acabar com tudo. E o final é todo mérito do autor. Falando em A. J. Finn, o cara é um escândalo de escritor. Ele sabe conduzir muito bem a história. O início é lento na questão de ação, mas é excelente na parte de apresentação. São mais de 200 páginas sem nenhuma descoberta realmente relevante (pelo menos a gente acha isso), e um livro todo narrado por Anna, então nós entramos em sua cabeça e na sua loucura, nós acreditamos no que ela acredita mesmo que precisássemos lutar por isso e questionar muito. 

É surreal, é emocionante, é de dar frio na barriga, é para te deixar ansioso e pedir por mais a cada capítulo.

Romance: Nossa Música
Foto: Cecília Justen

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Esse é um livro publicado ano passado e quase não apareceu por aqui, mas sei que os leitores do Cores são extremamente apaixonados por romances dramáticos feitos para rasgar corações e nos tirar várias lágrimas, não é mesmo?! Então, mesmo tendo problemas com o final dessa obra, foi impossível não pensar em Nossa Música.

O livro conta a história de Ally e Charlotte, duas ex-amigas de faculdade que teriam tudo para dar certo se não fosse por David, o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally e, agora marido de Charlotte. As duas se encontram no pior momento de suas vidas, quando seus maridos estão em risco de morte e o passado volta com toda força.

Chorei muito, fiquei entupida, mas terminei a leitura como outra pessoa, por isso indico como presente para Natal, pela renovação e todos os ensinamentos da história. Enquanto lia, senti todas as emoções possíveis. Conhecer cada história da vida dos personagens é uma experiência incrível, entender como eles ficaram tão maduros foi o alvo do livro. Ver Ally no passado, uma adolescente que se sentia extremamente deslocada com seu namorado e agora, no tempo em que a história se passa, ela tem um filho lindo de 7 anos que só faz a obra parecer mais cativante, é uma emoção só. Os acontecimentos foram se passando diante dos meus olhos e a única coisa que eu mais tive vontade de fazer era arranjar um jeito de mudar o caminho em que as coisas estavam andando. Meu coração chegou a ficar na mão em tantos momentos que é mais fácil contar quantas vezes isso não aconteceu.

Romance Histórico: A Casa do Lago
Foto: Cecília Justen

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Falar sobre a minha experiência literária favorita sem falar sobre Romance Histórico é impossível, isso porque é meu gênero favorito. Li outras obras tão grandes quanto essa indicação durante 2018, mas em 2017 A Casa do Lago, minha primeira leitura com Kate Morton, mudou minha visão sobre os temas retratados e eu percebi que esse é um estilo literário que sempre se renova.

A história nos mostra Loeanneth, casa da família Edevane, que fica na Cornualha, condado no sudoeste de uma península da Inglaterra, mesmo lugar em que Sadie, a protagonista, decide tirar suas férias forçadas depois de sérios problemas em seu último caso como detetive. Chegando lá, Sadie acaba saindo da trilha e encontra uma casa completamente abandonada que está cada vez mais tomada pela natureza. Curiosa do jeito que é, a detetive decidiu investigar mais sobre o local e acaba descobrindo coisas que a deixam extremamente intrigada. Setenta anos antes, em 1933, na 'Casa do Lago', a família Edevane estava se preparando para a festa do solstício, porém, o que ninguém esperava é que o filho mais novo do casal, Theo de 11 meses, iria desaparecer, causando um desespero enorme e fazendo com que a família inteira se mudasse para Londres abandonando a casa. Em 2003, Sadie descobre que o caso nunca fora resolvido e as únicas informações que ela consegue são de uma biblioteca, porém boa parte dos documentos foram queimados na Segunda Guerra Mundial; de seu avô que abandonou Londres para morar na Cornualha; de uma senhora que está indo visitar seu avô; e do policial que mesmo sendo um adolescente na época, ainda se lembra de algumas informações que são importantes para a resolução do caso. Entretanto, Sadie ainda tem uma esperança. Essa esperança se chama Alice Edevane, filha do meio da família da 'Casa do Lago'. Agora, com 86 anos, A.C. Edevane, como é mais conhecida, é uma escritora mundialmente famosa e se recusa a responder as cartas de Sadie por se sentir culpada pelo sumiço do único irmão.

Imagine eu, uma fã de suspense e uma fã de história lendo um Romance Policial com uma pegada de Romance Histórico? Surtei totalmente! Enquanto eu lia o livro eu soltei vários "Não é possível!", "Aí Meu Deus!", "Sério?", "Oi?", "Como assim?" e por aí vai. Uma das coisas que eu mais gostei foi a forma que a obra foi escrita e se eu tenho uma dica para dar para vocês, pessoas que querem ler e que amam - assim como eu - solucionar os casos de detetives antes de a própria história te contar, já começam tirando a ideia de que com certeza vão descobrir tudo. Kate Morton é totalmente imprevisível e é com essa imprevisibilidade que ela vai ganhar seu coração de leitor.

Vou tirar uma parte da crítica do Reader's Digest para terminar. E vou fazer isso exatamente porque o comentário me representa demais. "Este livro nos faz lembrar por que amamos ler."


Diferentemente do ano passado não vou me despedir de vocês desejando feliz natal, farei isso mais para frente, mas desejo que vocês possam colocar indicações de livros que vocês se dariam ou dariam para alguém nesse Natal, assim posso juntar tudo e fazer uma postagem com os favoritos de todos, o que vocês acham?

Um beijo, paz no coraçãozinho de vocês e muita rabanada! ✩

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