The Sinner | Crítica

29 de nov de 2018

Oi gente! Tudo bem por aí? Por aqui está tudo certo. Novembro foi um mês em que eu não assisti a muita coisa nova, pra falar a verdade. Me peguei muitas vezes vagueando pelo catálogo da Netflix sem saber o que escolher. Foi aí que eu soube que a segunda temporada de The Sinner tinha sido lançada e decidi começar essa série que já estava na minha lista desde o seu lançamento. 

A série, que estreou em agosto de 2017 pelo canal americano USA Network e foi trazida ao Brasil pela Netflix, é baseada em um livro de mesmo nome da escritora alemã Petra Hammesfahr. Com uma primeira temporada de apenas 8 episódios, ela foi lançada como uma minissérie, porém devido ao sucesso, uma segunda temporada também foi produzida. 


Primeira temporada- Cora

Nessa primeira parte da série nós temos como personagem principal Cora Tannetti, uma moradora comum da cidade de Dorchester, que vive com seu marido e seu filho pequeno. No entanto, tudo muda quando Cora, em um dia de praia com a família, assassina brutalmente Frankie Belmont, um jovem médico que estava se divertindo com a namorada e amigos. O mais estranho disso tudo é que Cora não conhece Frankie e não sabe porque cometeu tal ato. Ela logo se declara culpada, o que dificulta suas chances de defesa, mas o detetive Harry Ambrose percebe que há mais nesse caso do que se pode ver, e então ele começa uma série de investigações para saber o que motivou o crime.

Durante os 8 episódios da série, nós somos levados aos mais diversos cenários que ajudam a contar a história de Cora. Vemos flashbacks da sua infância e sua relação com seus pais e sua irmã Phoebe, que são muito importantes para entender completamente a personagem e suas atitudes. Também há partes de flashbacks soltas ao longo da história, que muitas vezes parecem sem sentido, mas que vão ganhando lugar conforme a investigação progride e os acontecimentos são revelados.
Apesar da personagem principal ser Cora, interpretada por Jessica Biel, a série também foca, mesmo que em segundo plano, no detetive, interpretado por Bill Pullman, e nós acabamos também conhecendo um pouco da sua vida e seus conflitos.


É muito complicado falar sobre essa história sem estragar a experiência de quem ainda vai ver, porque ela é construída de uma forma mais lenta, deixando as grandes revelações pro final. Não acho que isso seja um ponto negativo, já que ela consegue prender bastante a atenção e te faz querer continuar porque você simplesmente precisa descobrir o que aconteceu. Acho que isso se deve bastante aos flashbacks soltos que eu mencionei ali em cima. Ao ver esses pedaços tão rápidos da história, você acaba criando uma expectativa e uma curiosidade grandes sobre o que vai ser apresentado em seguida. 

O elenco no geral é bom, mas precisamos destacar a performance de Jessica Biel que trabalhou muito bem a personagem nos conflitos que ela enfrentava. Ela foi inclusive indicada ao Emmy 2018 como Melhor Atriz em Série Limitada por seu trabalho em The Sinner.

Essa temporada me lembrou muito Alias Grace e Sharp Objects, que são duas séries que também lidam com a investigação de crimes, apesar de terem suas diferenças. Acho que o que aproxima The Sinner de Alias Grace é a questão de acreditar ou não na personagem principal, uma vez que é muito difícil saber se ela está mentindo ou não, e essa dúvida aumenta ainda mais a necessidade de respostas. Pra mim a relação com Sharp Objects se estabelece pelo fato das duas trabalharem com flashbacks da infância e adolescência e a relação com a família. Sharp Objects já teve post aqui no blog e você pode ver clicando aqui. Eu queria falar sobre essas relações que eu fiz enquanto assistia, porque acho interessante quando acontece e faz parte da experiência de consumir esses conteúdos, mas as séries possuem histórias muito diferentes e utilizam também diversos outros recursos para contar essas histórias, o que as torna singulares.

No geral, eu acho que a temporada fez um bom trabalho. Muitas vezes temos a sensação de que a história está indo para muitos lados e mesmo assim chegando a lugar algum, se afastando muito da questão principal, mas o roteiro se sustenta de maneira coerente, sempre prendendo a atenção do público. Cada episódio tem um gancho que simplesmente te faz pular correndo para o próximo em busca de respostas.

Segunda temporada - Julian

Como eu disse anteriormente, The Sinner foi lançada originalmente como uma série limitada, mas ganhou uma segunda temporada, que foi lançada agora em novembro. Nessa segunda parte nós iremos acompanhar mais um assassinato misterioso. O detetive Harry Ambrose precisa voltar a sua cidade natal, Keller, para ajudar na investigação do assassinato de um casal. Os dois foram mortos pelo filho de 13 anos, Julian, durante uma viagem às cataratas do Niágara. Ao investigar o crime, nós seremos levados ao ambiente em que Julian foi criado para entender suas motivações.

Um tempo atrás eu tinha lido em algum lugar que a segunda temporada de The Sinner contaria uma outra história. O que eu imaginei foi personagens e cenários completamente novos, porém encontramos o detetive Harry Ambrose novamente. Confesso que durante a primeira temporada ele era um tanto indiferente pra mim, não gostava nem odiava, mas agora na segunda, o enredo estava mais focado nele e nós pudemos ver inclusive um pouco do seu passado, e isso me fez começar a gostar mais dele. Esse é um ponto que difere bastante da primeira temporada, que a personagem principal era Cora. Nessa temporada, o personagem principal não é Julian. Ele é um pilar essencial, mas a história não foca nele.

Mais uma vez, a série utiliza muitos flashbacks para esclarecer os acontecimentos, mas agora existem flashbacks de vários personagens ao mesmo tempo. Uma coisa que acontece nas duas temporadas é que durantes os episódios a história parece que vai se perder, começa a caminhar pra muitos lados e você fica se perguntando como eles vão amarrar tudo e responder a questão principal. Como eu disse anteriormente, a primeira temporada consegue resolver isso e finaliza o conflito ligando todos os pontos, porém na segunda acho que o enredo se perde um pouco e deixa um pouco de lado o primeiro questionamento, que é por que Julian fez o que fez.

Um dos pontos positivos da temporada é Elisha Henig, que interpreta Julian. Esse menino é incrível! Que angústia assistir algumas cenas dele. Entrega uma ótima performance.

Apesar de no geral ter gostado da segunda temporada, não acho que ela tenha superado ou se igualado à primeira. O começo foi bom e apresentou uma história com muito potencial, mas que acabou ficando complexa demais e deixou algumas pontas soltas. Claro que também tem seus lados positivos e mostra como cada personagem lida coma culpa que carrega. Admito também que fiquei bem surpresa no último episódio.

Então gente, esse foi o post de hoje! Espero que tenham gostado! Eu gostei muito de escrever essa crítica. O ano está acabando e foram muitas séries assistidas, deixem seus comentários aí embaixo!


18 comentários:

  1. Oi Thalita, adorei suas impressões e opiniões sobre The Sinner. Eu assisti as duas temporadas e amei. Essa foi uma série que escolhi aleatoriamente, por ser policial e investigativa e me deparei com uma grande surpresa. É difícil falar dessa série, porque ela é diferente de muitas outras do gênero que já assisti (ela tem suas similaridades como você pontuou em alguns exemplos acima) mas ela também tem uma coisa dela, entende? hahaha, eu me senti assim ao assistir, ainda não encontrei as palavras certas para descrevê-la. Gostei de ser enganada durante a série. Eu percebi, tanto pela primeira como segunda temporada, que muitas vezes idealizei coisas mirabolantes e no fim as respostas eram as mais simples, e esse foi um dos aspectos que a mais curti na série. Cocordo com você, a interpretação da Jessica na primeira e de Elisha na segunda foram de arrebentar. Eu maratonei ambas temporadas, acho que gostei mais da primeira, mas a segunda não ficou tão para trás. Gostei do fato da segunda temporada trazer outro ambiente e mostrar mais sobre o passado do detetive. Enfim, quero mais!<3

    Bjokas da Elo!
    http://cronicasdeeloise.blogspot.com/

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    1. Oi Elô! Eu super entendo o que você tá falando! Ela realmente tem algo bem único que torna a experiência diferente. Sobre essa de idealizar coisas mirabolantes, fiz o contrário na primeira. Eu tava esperando uma coisa um tanto quanto previsível, mas fui pega de surpresa. Já na segunda, minha mente viajou muito, porque como eu disse, o contexto que eles apresentaram era muito promissor. Acabou não sendo isso tudo, mas não deixou de me surpreender!! O que foi aquela reviravolta no último episódio?
      Tenho sentimento conflitantes sobre uma terceira temporada, porque tenho medo da série se perder mais, mas preciso também saber mais sobre o Harry. É uma relação complicada! Hahaha
      Beijos!!

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  2. Oi Thalita.
    Eu gostei bastante da sinopse da série, mas não curto o tipo de produção porque com o passar do tempo a qualidade despenca. Foi assim com Sobrenatural, com Game Of Thrones e pelo visto com esta também. Apesar de gostar da premissa e entender a necessidade dela, acho que prefiro me aventurar em um livro ou filme com a temática kkk. Mas gostei bastante dos pontos de vista que você abordou.
    Beijos.

    Blog: Fantástica Ficção

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    1. Oi Jessica!
      Se você gostou da premissa, acho que vale muito a pena dar uma olhada pelo menos na primeira temporada!
      Beijos!

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  3. Oie!

    Eu não conhecia essa série, apesar de amar assistir séries, estou um pouco desatualizada por esses tempos.
    Gostei muito da premissa e ainda mais por ser um estilo que eu curto muito. Mas acho que, esse tipo de produção, é melhor ser limitado mesmo, pois no fim acaba perdendo a qualidade.
    Mas, eu gostei muito da indicação e vou procurar para assistir, me deixou bem curiosa. Depois eu conto o que achei.

    bjs
    Fernanda

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    1. Oi Fernanda!
      Realmente, nesse tipo de história é fácil o enredo se perder, e mesmo a segunda temporada não atendendo as minhas expectativas, ainda vale a pena assistir!
      Beijos!

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  4. Já ouvi falar muito bem dessa série. Confesso que nunca cheguei a ter vontade de assistir pois não gosto da pegada que esses tipo de série costumam ter.

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    1. Oi Elly!
      The Sinner é bem diferente de outras séries do gênero, talvez você acabe gostando. Por que não dá uma chance?
      Beijos!

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  5. Gosto muito de série investigativas, mas faz tempo que não paro para assistir nenhum. Seu post me deixou muito interessada, ainda mais por serem apenas 8 episódios por temporada (AMOOOOOOO). Com certeza irei maratona-la agora nas férias.

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    1. Oi!
      Fico muito feliz que gostou do post!! Também amo séries curtas, dá até um ânimo maior pra assistir! Depois me conta o que achou.
      Beijos!

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  6. Olá! Já tinha ouvido falar dessa série, mas ainda não parei pra ver. Gosto de histórias que envolvem investigação, mistério, assassinatos... Parece uma boa pedida! Uma pena que a segunda temporada deixou pontas soltas.

    Beijos,
    Isa
    taglibraryisa.blogspot.com

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    1. Oi Isa!
      Apesar de não ser algo que eu assista sempre, também gosto bastante de mistérios. A segunda temporada ainda vale a pena, apesar das pontas soltas!
      Beijos!

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  7. Oi,tudo bem ?

    Não conhecia a série,mas gostei bastante das suas impressões e vou procurar ela para assistir agora mesmo ! Acho a Jéssica Biel uma boa atriz, que entrega bem o papel...então mesmo sem ter assistido ainda acredito quando você menciona que ela se destaca mesmo.

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    1. Oi, por aqui está tudo ótimo! E aí?
      A atuação da Jessica Biel é definitivamente um dos pontos altos da série! Muito do experiência de assistir The Sinner se deve a ela.
      Beijos!

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  8. Deu pra perceber o pq do sucesso! Fiquei aflita só com a resenha da primeira temporada!
    E agora sou obrigada a assistir, pq acho que essa moça tb não tem culpa!

    osenhordoslivrosblog.wordpress.com

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    1. Oi!
      Fico muito feliz que consegui te passar um pouco da tensão da série! Assiste e me fala o que achou!
      Beijos!

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  9. Olá! Tudo bem?

    Eu não tinha ouvido falar dessa série e com final de período na faculdade e correria do trabalho passou batido, mas adorei suas colocações e com certeza essa série entrará para as que devo assistir nas férias.

    Beijos,
    Blog Diversamente

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    1. Oi Maria, aqui tá tudo certo! E aí?
      Que bom que resolveu dar uma chance pra essa série! Às vezes é bem complicado mesmo de acompanhar tudo no dia-a-dia, mas a gente aproveita bastante as férias pra isso!
      Beijos!

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