A Freira | Crítica

6 de out de 2018



Olá pessoas, como vocês estão?

Se lembram que eu prometi na resenha da semana passada que iria abandonar um pouquinho os livros pra falar sobre algum filme? Pois bem, aqui estou eu para falar do mais novo filme de terror da franquia de Invocação do Mal, mas não se preocupem, estou preparando alguns textos literários bem legais pra vocês para os sábados seguintes. Lembrem-se que qualquer dúvida, crítica ou sugestão, é só deixar aqui pra mim nos comentários que irei sempre ler e responder vocês.



Se você é, assim como eu, amante do gênero de terror, certamente assistiu Invocação do Mal (2013), uma das franquias de maiores sucesso lançadas dos últimos anos e apesar do roteiro clichê (um casal se vê atormentado por uma força demoníaca que reside em sua casa), fomos apresentados ao casal Warren que, de fato existem, e são a referência máxima ao se tratar de casos envolvendo entidades, demônios, fantasmas, entre outros. O acervo de Ed e Lorraine é tão vasto que já foram lançados diversos livros, documentários e filmes envolvendo o casal narrando as histórias vividas por eles ao longo desses anos. Aqui no Brasil, a editora Darkside publicou em o livro Ed&Lorraine Warren: Demonologistas, uma coletânea dos seus casos mais famosos, dentre eles, a boneca Anabelle, cujo filme chegou às telonas em 2014 dirigido por John R Leonetti, como um spin off da série iniciada em 2013.

Se me permitem uma opinião pessoal acerca de ambas as obras, Invocação do Mal e sua sequência lançada em 2016 (também dirigida por James Wan) é muito superior aos dois filmes lançados sobre Anabelle (sequência lançada no ano seguinte e dirigido por David F. Sandberg), mas devemos reconhecer que ambas as franquias possuem um forte apelo comercial e popularidade por parte dos telespectadores. No segundo filme da franquia de Invocação do Mal, temos novamente o casal Warren que viajam até Londres para ajudar uma mãe atormentada por espíritos malignos. Além de mergulharmos em todo o suspense para a resolução da trama, também somos guiados através do drama pessoal vivido por Lorraine, perseguida por uma força maligna sob a forma de uma misteriosa freira, intitulada de Valak.


Lançado mês passado, o segundo spin off oriundo de Invocação do Mal foi lançado com a promessa de responder as dúvidas dos fãs acerca da origem de Valak, além de trazer muitas cenas de susto e ares novos para uma franquia que já encontra-se apresentando sinais de exaustão. Vamos mergulhar na história da emblemática Freira. Estão prontos?

Título Original: The Nun | Ano de Lançamento: 2018 | Diretor: Corin Hardy | Gênero: Suspense, terror | Duração: 1h36min

Presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre atormentado e uma noviça prestes a se tornar freira. Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano e se confrontam com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento num campo de batalha.

Dessa vez somos levados até o ano de 1652, em uma cidadezinha no interior da Romênia. Após uma freira cometer suicídio em um mosteiro tido como amaldiçoado, o Vaticano resolve enviar um padre e uma noviça a fim de determinar o exato motivo que levou a tal freira a se jogar de uma das janelas com uma corda no pescoço. O lugar, como em qualquer filme de terror que se preze, fica localizado em uma região montanhosa e totalmente isolada do vilarejo, cercada por um antigo cemitério e muito bem conservado, para não dizer ao contrário. Nesse ponto, devo dizer que o filme se destaca com relação aos demais filmes: A direção de Corin foi um diferencial e o filme apresenta belíssimas cenas bem enquadradas e iluminadas na medida certa com o intuito de deixar o telespectador apreensivo e apavorado. Os cenários utilizados como a floresta, o cemitério e o convento em si também contribuíram para o conjunto macabro criado para as aparições da Freira que nem sempre era exibida, mas graças ao jogo de luzes e câmera, ficava claro sua presença no recinto. Totalmente assustador!


Se por um lado o filme ganha pontos por conta da edição, fotografia e trilha sonora, perde outros com relação ao enredo e roteiro: O filme prometia grandes surpresas e um ar totalmente novo para a série, mas o resultado foi apenas mais do mesmo: Um roteiro genérico, uma história um tanto quanto confusa e uso excessivo das já manjadas jump scares. Não me entendam mal, o filme possui uma boa premissa, contudo, nem de longe se aproxima das inovações prometidas pelo diretor. Confesso que achei o desenrolar do enredo um pouco corrido em algumas partes, jogando diversas informações difíceis de serem assimiladas pelo telespectador, enquanto em outros momentos, nada acontecia. 

A parte mais fraca de todo o filme com certeza foi o elenco: O padre vivido por Demián Bichir  foi insípido, sem sal e totalmente desarticulado, me parece que foi jogado na trama à esmo, sem nenhuma motivação específica. Taissa Farmiga que interpreta a jovem noviça apresenta o alto nível de sua irma Vera, que dá vida a Lorraine Warren na franquia de Invocação do Mal. A jovem atriz não deixa a peteca cair e faz bonito nas diversas cenas, demonstrando que o talento vem de família. Pra finalizar a tríade principal o ator Jonas Bloquet deu vida ao jovem que encontra o corpo da freira e acaba se tornando o guia dos dois pelo macabro convento. Apesar de carismático, sua atuação passa despercebida e apagada. 


Outro detalhe que me incomodou bastante durante os quase 100 minutos em que a Freira se passa é a tentativa fracassada de introduzirem um tom cômico ao filme, utilizando piadinhas sem graça e totalmente fora de contexto. Vale a pena lembrar que tal artifício passou a ser utilizado após a ampla utilização da Marvel em seus filmes; Também cito que o último filme da franquia de Sobrenatural (que também faz parte do universo de Invocação do Mal) faz uso das mesmas piadinhas e no caso de A Freira, não é diferente: Os diretores cometeram os mesmos erros, pois as tais cenas acontecem justamente entre a transição de um evento mais pesado e não funciona em minha opinião, pois prejudica a imersão do telespectador diante da história contada. Totalmente desnecessário.

Em suma, a Freira prometeu mais do que cumpriu e o resultado foi um filme sem nenhuma inovação com relação aos outros filmes das franquias. Vale ressaltar que os bons momentos, no entanto, funcionam e são capazes de impressionar os telespectadores. Você teria coragem de assitir A Freira? Tenho certeza que irá dormir com uma luz acesa na noite de hoje.

Nota: 3/5

Espero que todos vocês tenham uma ótima noite (se conseguirem dormir) e uma ótima semana. Fiquem ligados para mais novidades! Até a próxima.

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