3 séries para maratonar na netflix

22 de out de 2018
Foto: midnightchats.com

Oi gente! Tudo bem com vocês? Por aqui está tudo certo. Esse mês eu terminei a 14ª temporada de Grey's Anatomy (finalmente) e depois de anos assistindo à série, posso dizer que estou com ela atualizada. Não por muito tempo, porém, já que a 15ª chega ao Brasil em 29 de outubro. Mas o post não é sobre Grey's Anatomy, e apesar de eu ter uma longa relação com a série, hoje não vim falar sobre a vida de Meredith Grey. Queria dizer que depois que eu terminei essa temporada, eu me senti um tanto quanto livre. É até engraçado falar desse jeito, mas mas é que ultimamente eu estava meio presa entre maratonas de Grey's Anatomy e Friends (que ainda não terminei). Eu estava assistindo outras séries também, como a segunda temporada de The Crown, por exemplo, (excelente por sinal), mas acabava sempre voltando a essas duas nos momentos em que não sabia exatamente o que assistir.

Aproveitando esse meu momento "libertador", hoje vou falar sobre três séries incríveis que me tiraram dessa rotina. As três são bastante diferentes entre si e também muito diferentes do que eu vinha assistindo e confesso que foi uma boa mudança de ares. Vamos a elas então.



Maniac

Vou começar falando sobre Maniac. A série foi lançada no dia 21 de setembro e eu imediatamente comecei a assistir. Ela se passa em uma realidade paralela em que não se sabe exatamente qual período de tempo estamos, porque vemos elementos nostálgicos dos anos 70 e 80, mas também temos um ar mais futurista que nos desloca temporalmente e dá essa sensação de estranhamento logo quando somos apresentados ao cenário.


Nossos dois personagens principais são Annie Landsberg e Owen Milgrim, interpretados por Emma Stone e Jonah Hill. Ambos possuem distúrbios mentais e traumas passados que acabam sendo assunto durante os 10 episódios da série. Owen sofre de esquizofrenia e sempre vê uma versão diferente de seu irmão Jed. Annie tem problemas com o consumo de medicamentos, devido a uma experiência que mudou a sua vida. Os dois entram em um teste de uma nova droga em uma empresa farmacêutica que é composto por três pílulas no total, cada uma provocando uma alucinação, como um sonho. Através das etapas do teste e das alucinações que cada um experimenta, nós somos apresentados às histórias que atormentam os dois.

Preciso dizer que passei os primeiros episódios sem entender muito bem o que estava acontecendo, mas depois você acaba aceitando que o estranhamento faz parte da experiência e consegue ligar alguns pontos. Emma Stone e Jonah Hill estão incríveis em seus papéis e o enredo se aproveita muito bem disso, já que vivenciamos diversas realidades diferentes ao longo dos 10 episódios. A série toca sempre no assunto da saúde mental e como ela afeta a vida de alguém. Eu acho que vale muito a pena assistir, ela tem um visual muito único e que ajuda muito no desenvolvimento da história.

Good Girls

A segunda série da lista é Good Girls, produção da NBC e exibida no Brasil pela Netflix. Foi lançada em 2018 e conta com Christina Hendricks, de Mad Men, Retta, de Parks and Recreation, e Mae Whitman, The DUFF, no seu elenco principal. Desde o seu lançamento, eu não tinha dado muita atenção a Good Girls. Tinha lido alguns comentários bons, mas até então não tinha despertado minha vontade de assistir. Fico muito feliz que deixei isso de lado e resolvi assistir a essa série incrível.


Annie, Ruby e Beth são três mães suburbanas que estão tendo problemas com dinheiro, além de terem seus próprios conflitos familiares. As três resolvem então assaltar um mercado e o que elas acharam ser um pequeno assalto, acaba tomando proporções enormes já que a quantia roubada superou demais as expectativas delas. Elas acabam se envolvendo com uma gangue local e entrando em esquemas que elas nunca imaginaram antes.

Para mim, uma das melhores características de Good Girls é ela conseguir transitar entre o humor e o drama de forma muito natural que dá um ótimo ritmo ao enredo. As personagens são extremamente humanas, o que nos aproxima delas e nos faz torcer por elas. A série consegue nos mostrar uma outra perspectiva sobre o empoderamento feminino e fala até mesmo sobre racismo. Good Girls é muito cativante e dá pra fazer maratona facilmente. Uma segunda temporada já está confirmada para 2019.

(Des)encanto

Pela primeira vez aqui no blog eu vou falar sobre uma série de animação e vou começar com a nova série de Matt Groening, o mesmo criador de Os Simpsons e Futurama. (Des)encanto foi lançada em agosto de 2018 pela Netflix e nos leva a um mundo de fantasia com uma princesa como personagem principal.


Bean é uma princesa, filha do rei da Terra dos Sonhos, porém ela é um tanto controversa, já que passa grande parte do seu tempo em tavernas bebendo e jogando, com um desejo contínuo de festejar e ignorar seus deveres como princesa. Ela está tentando fugir a todo custo de um casamento arranjado e provar para seu pai que ela tem valor, até que ela é surpreendida por um ser, constantemente confundido com um gato, que se apresenta como Luci, seu demônio pessoal, e diz que está ali para amaldiçoá-la pela eternidade. Ao mesmo tempo nós conhecemos o Elfo, que é um elfo descontente com a própria vida. Ele não quer ser feliz sempre como todos os elfos na sua terra natal, então ele decide ir embora e acaba chegando à Terra dos Sonhos. Esses três personagens se encontram e a partir daí a história se desenrola.

Apesar de já estarmos acostumados com o formato usado por Matt Groening, aqui somos apresentados a um novo universo com outras possibilidades e a própria construção da primeira temporada já mostra uma diferença entre (Des)encanto e as produções mais conhecidas do autor. (Des)encantose desenrola ao longo de 10 episódios em uma narrativa só, ou seja, determinados conflitos se prolongam por vários episódios. Eu não estou muito acostumada a acompanhar séries animadas assim, apesar de sempre assistir na TV, mas acho que a série entrega um ótimo trabalho, com reviravoltas bem surpreendentes e um gancho e tanto para a segunda temporada. Nos últimos meses, a série ganhou as redes sociais por causa da dublagem brasileira, que incorporou vários memes nos episódios, trazendo o humor para mais perto do público brasileiro.

Então galera, é isso. Espero que tenham gostado do post. Deixem seus comentários sobre as séries!

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