A Mulher na Cabine 10 | Resenha

25 de ago de 2018
Foto: A World To Read



Olá, pessoas! Tudo bem com vocês? Espero que sim. 

O livro que escolhi para falar com vocês aqui hoje é da escritora britânica Ruth Ware e seu sufocante "A Mulher na Cabine 10". Foi de fato meu primeiro contato com a autora, mas todos os amantes do gênero o indicavam para mim, resolvi dar uma chance e gente, o que dizer dessa história?

A Mulher na Cabine 10 - Ruth Ware
Título Original: The Woman In Cabin 10
Editora: Rocco
Ano de Publicação: 2017
Gênero: Suspense, Mistério
ISBN: 9788532530912
Número de Páginas: 317
Sinopse:  Uma jornalista de turismo tenta se recuperar de um trauma quando é convidada para cobrir a viagem inaugural de um luxuoso navio. Mas, o que parecia a oportunidade perfeita para se esquecer dos recentes acontecimentos acaba se tornando um pesadelo quando, numa noite durante o cruzeiro, ela vê um corpo sendo jogado ao mar da cabine vizinha à sua. E o pior: os registros do navio mostram que ninguém se hospedara ao seu lado e que a lista de passageiros está completa. Abalada emocionalmente e desacreditada por todos, Lo Blacklock precisa encarar a possibilidade de que talvez tenha cometido um terrível engano. Ou encontrar qualquer prova de que foi testemunha de um crime e de que há um assassino entre as cabines e salões luxuosos e os passageiros indiferentes do Aurora Boreal.



Foto: Gabriel Ferrari

Logo nas primeiras páginas somos apresentados a jornalista Lo Blacklock que trabalha para a Velocity, uma tradicional revista britância de turismo. Lo vê sua vida mudar após um homem invadir e assaltar sua casa; apesar de não ter sofrido nenhuma violência física, Lo se vê abalada emocionalmente e passa a sofrer crises de ansiedade e pânico, obrigando-a tomar antidepressivos e outros medicamos que ajudam a conter as diversas crises. Após sua chefe ser afastada do trabalho, Lo é convidada para realizar a cobertura da semana inaugural de um luxuoso navio, o Aurora Boreal, onde apenas a nata da sociedade britânica teria o privilégio de subir a bordo. Apesar de não se sentir preparada e ainda traumatizada por conta dos recentes eventos testemunhados, Lo encontra nessa matéria uma chance de alavancar sua carreira e se afastar um pouco de toda a confusão que sua vida se transformou. 

Ao subir a bordo do navio, Lo se depara com diversos jornalistas, empresários, modelos e magnatas, mas seu interesse está no dono do navio, Richard Bullmer e em sua esposa doente, Anne. Após o jantar inaugural, Lo volta para a cabine 9, onde ela irá passar os próximos dias. Por conta do abuso de álcool, Lo dorme quase que automaticamente, mas é acordada no meio da noite por um grito oriundo de sua cabine vizinha, a cabine 10. Ao correr para a sacada, ela vê algo ser jogado no mar e uma mancha de sangue na divisória que separam as cabines. Aterrorizada, a jornalista aciona a segurança do navio, contudo, ao chegar no local, ela é informada pelo chefe que a cabine 10 não havia sido ocupada por ninguém e que também não há nenhum membro da tripulação ou convidado desaparecido. O livro brinca o tempo todo com o sentimento do leitor e, devo confessar: Adoro quando o/a autor(a) me faz de trouxa. Enquanto busca investigar os convidados e os membros do Aurora Boreal, Lo se vê em conflito direto com ela mesma, imaginando que tudo não podia passar de uma peça pregada por sua mente, por conta da medicação forte que ela toma aliada com o uso de álcool.

Foto: Gabriel Ferrari


A escrita da autora é muito eficiente e profissional e vai guiando o livro de uma maneira calma, desenvolvendo-o sem pressa e sem tornar a leitura cansativa. O navio é deslumbrante e por várias vezes me imaginei percorrendo os corredores luxuosos, salões de festa e outros lugares do Aurora Boreal. É inegável dizer que o livro possui uma forte influência da rainha do crime, Agatha Christie e seu icônico Assassinato no Expresso do Oriente em suas inegáveis características: Você desconfia de todos, não consegue distinguir quem está dizendo verdade ou não e está sempre olhando por cima do ombro esperando a próxima armadilha. Apesar da história não ser lá a mais original de todas, a autora soube exatamente como conduzir de maneira imersiva o enredo, nos apontando muitas vezes para direções totalmente opostas à resolução do caso. A ambientação do livro é funcional e o cenário escolhido para o possível assassinato é claustrofóbico e agoniante. Eu me senti totalmente à deriva enquanto mergulhava nas páginas, tentando entender o que de fato aconteceu; a verdade estava na nossa cara o tempo todo mas de uma maneira tão sutil que é quase impossível de perceber até a hora da revelação: Mais uma vez, amo quando os livros me fazem de trouxa.

Minha unica ressalva em relação ao livro é que depois do grande plot twist (sensacional, por sinal), achei que o livro perdeu um pouco o ritmo, deixando a leitura um pouco arrastada e lenta e esse foi o único motivo pelo qual avaliei como 4 estrelas no Skoob, mas de forma alguma tira o mérito do livro que ainda nos entrega uma história única e envolvente, sem perder o brilho e a sagacidade de suas páginas iniciais. A Garota na Cabine 10 foi um suspense de prender a respiração e embaralhar os sentidos e, certamente, se um dia fizer a parte dois dos melhores livros de suspense que já li (se você ainda não a leu, basta clicar aqui),esse livro irá constar nela!

Espero que vocês tenham gostado da resenha e nos vemos na próxima semana.

Ah, e quase me esqueci: Se você tiver alguma recomendação de livro, série ou filme que gostaria de ver aqui no Cores, deixa aqui embaixo nos comentários. Dicas são sempre importantes e vou ficar mais do que feliz em fazer! Bem, agora eu vou! Ciao! 

Nota: 4/5 

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