Os Incríveis 2 | Crítica

2 de jul de 2018


Ei! Tudo bem?
Espero que vocês estejam incríveis :)

Na quinta-feira (28/06) tive a oportunidade de assistir a primeira sessão de Os Incríveis 2 em um cinema da minha cidade, 14 anos depois de ter assistido ao primeiro filme. Acredito que todos os fãs dos heróis mais conhecidos do mundo estão ansiosos parar assistir, e eu não estava diferente, por isso, além de estar muito feliz por ter ido a sessão, também estou muito feliz por estar escrevendo essa crítica para vocês.

Os Incríveis 2
 Título Original: The Incredibles 2
 Data de lançamento: 28 de junho de 2018
 Duração: 1h 58min
 Direção: Brad Bird
 Gênero: Animação
 Nacionalidade: Estados Unidos da América

Sinopse: Quando Helena Pêra é chamada para  voltar a lutar contra o crime como a super- heroína Mulher-Elástica, cabe ao seu marido,  Roberto, a tarefa de cuidar das crianças,  especialmente o bebê Zezé. O que ele não  esperava era que o caçula da família também  tivesse superpoderes, que surgem sem qualquer  controle.



14 anos, uma espera realmente longa para mim, para os fãs e para o próprio diretor, Brad Bird, que comentou que só demorou tanto tempo porque não queria apenas arrecadar milhões com a continuação, ele queria inovar e ainda trazer a mesma essência de Os Incríveis 1, aquela que trouxe milhares de fãs. E ele conseguiu? Sim, com êxito total.

Se vocês estiverem perguntando o motivo, já digo que não é pela fórmula heroica já conhecida pelo filme, o longa, na verdade, ganha no toque sensual e atual dado a cada personagem. Os tempos são outros, e os incríveis também. Fato que é bem interessante já que o 2 continua no exato momento em que o 1 termina.

O filme começa com a chegada do Escavador, ingressando na cena que terminou o primeiro filme dos heróis. Apesar do vilão não ser o maior destaque, é por causa da chegada dele que toda a trama acaba se desenvolvendo. A ideia do Escavador é roubar um banco, e a família Pêra quer evitar isso, assim então, eles aparecem como heróis para tentar acabar com o roubo, o que começa como uma boa intenção acaba sendo o fim da parte heroica da família. Talvez você não lembre, mas ser herói é um crime, então todos os super poderosos precisam agir de forma clandestina, por isso a família acaba sendo pega e para na cadeia.

Depois de alguns ajustes, eles se veem livres, mas sem poder exercer a profissão. Até que Lúcio, Gelado, vai até Helena e Roberto, Mulher Elástica e Senhor Incrível - respectivamente, para contar uma grande novidade: Winston Deavor quer resgatar os heróis e mostrar para o mundo que, na verdade, eles são necessários e nós ficaríamos em paz se tivéssemos a presença deles.

A ideia, muito tentadora, convence os protagonistas a viver "fora da lei", mas a primeira missão só pertenceria a uma pessoa: Mulher Elástica. Assim então, Roberto precisa exercer outra profissão, aquela que ele não tinha ideia de como começar: Ser pai e dona de casa.

"Se fosse puramente algo para dar lucro, ele teria sido feito há muito tempo, mas eu provavelmente não teria dirigido. Atualmente existe essa presunção de que, se um filme tem sucesso, você precisa fazer uma sequência. Isso não é bom. Acho que não pode ser obrigatório." - Brad Bird para a Super Interessante

O filme vai se moldando com esses dois pontos: 1. O pai fazendo o papel que a sociedade (em sua maioria) considera como o de "mãe"; 2. E a mãe exercendo o papel de quem coloca "dinheiro na mesa".

Roberto encara todos os desafios, com vários "pés" atrás, e acaba se aproximando mais dos três filhos, que estão passando pela infância, pela adolescência e pelo início de tudo, o Zezé, o bebê da casa. Esse é o seu clímax, os momentos em que ele precisa se reconstruir para criar sua família, enquanto Helena está viajando a trabalho.

Já Helena é o ponto genial de todo o filme. Enquanto o longa de 2004 traz o Senhor Incrível como o "poderoso", o filme de 2018 quer mostrar o lado feminino, toda a força da Mulher Elástica. Ela é a escolhida para representar a família, ela é a personagem mais feminista que o diretor poderia ter montado. O mais legal é que ele também trabalha com a parte sensual da personagem em suas roupas antigas, os conceitos do machismo, e toda a luta feminista para a ascensão social.

O clímax do lado de Helena já é outro. Ela precisa enfrentar o Hipnotizador, o real vilão de todo o filme, aquele cara que está tentando fazer o contrário da intenção de todos os heróis do filme, ele quer acabar com os heróis.

Essa alternância foi essencial para a mudança de foco no filme, e para trazer aspectos mais atuais ao longa. Foi feito uma equivalência de relevância de papeis, ser herói é tão complicado e tão difícil quanto cuidar dos filhos. A única coisa que deixa um buraco na história é o motivo de Helena ser perfeita para a "primeira missão" e Roberto não.

"Esse filme pode parecer comercial, mas ele é estranhamente pessoal para mim. Tem muitas coisas que eu amava quando tinha 10 anos. Além do mais, consegui misturar as dinâmicas familiares do tempo dos meus pais com a que eu tenho hoje com minha esposa e meus filhos." - Brad Bird para a Super Interessante

Apesar de a história entregar um final bem previsível e pouco elaborado, a dinâmica do filme ganha diversos pontos e toda a nostalgia faz tudo valer a pena.

Infelizmente, a maior decepção é o vilão, que traz convicções extremamente questionáveis e rasas, não pegando a simpatia do telespectador, diferentemente de Síndrome ou Bochecha, o vilão do primeiro filme que levava os fãs à loucura.

Outro ponto que merece o "infelizmente" foi Zezé, que no final do primeiro filme nos deixa agitados  para saber um pouco mais sobre seus poderes, mas quando finalmente os entendemos no segundo longa, é bastante decepcionante ver que os conflitos não são resolvidos com eles, na verdade, eles aparecem como um empecilho para Roberto, que não consegue conciliar as tarefas domesticas com os recém-descobertos poderes do bebe. Assim ele procura Edna Moda, personagem que poderia ter tido mais destaque, entretanto, rever a mesma é contagiante.

Mas para não falarem muito sobre meus comentários, confesso que o ideal de tecnologia e o mundo de aparências feito pelo marketing são temas batidos, mas que são colocados no filme de formas geniais e acabam convencendo o telespectador.

Dando a minha opinião mais pessoal, esse foi um filme aliviante, pois não esperava algo realmente bom, imaginava aquela síndrome do segundo filme, em que o diretor pensa mais no lucro por causa do sucesso da obra anterior. Saí do cinema feliz, apenas. Não posso dizer que me decepcionei, pois achei relevante todos os pontos do filme, até mesmo aqueles que me incomodaram.

Esse não é um longa para todos, pois agrada e desagrada na mesma proporção e pelos mesmos motivos. Os Incríveis 2 não foi inútil e foi possível superar toda a espera, e mesmo que termine como o primeiro (dando a entender uma continuação), o terceiro filme seria realmente desnecessário.

"O que faz a nossa história única é ela ser sobre uma família. Os superpoderes deles são baseados nos papéis clássicos de mulheres, homens e crianças. Espera-se que o pai sempre seja forte, a mãe pareça conseguir se esticar em milhares de direções, adolescentes queiram ficar invisíveis e bebês sejam um mistério. Acho que o que fez o filme tão bem-sucedido é que todo mundo se identifica com pelo menos dois dos personagens." - Brad Bird para a Super Interessante

Nota: 4/5 ♥

Um beijo e paz no coraçãozinho de vocês! ✩

6 comentários:

  1. Oii Cecília
    Gostei bastante da sua crítica. Eu quero muito assistir Os Incríveis pois eu gostei do primeiro filme, contudo não virei fã como todas as outras pessoas então acredito que, pelas críticas sociais, vou gostar bem mais.
    Amei o post.
    Beijos.

    Blog: fanficcao.wordpress.com

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    1. Ei, Jessica!

      Fico feliz em saber disso :)
      Ah você vai gostar bem mais então, depois me conta o que achou.
      Obrigada!

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  2. Oi, Cecília! Eu tô doida pra assistir esse filme! Como uma boa fã de filmes de super-herói, Os Incríveis se tornou um queridinho lá atrás, desde a estreia do primeiro filme. Gostei bastante sobre tudo o que você mencionou e agora me sinto ainda mais empolgada para conferir o filme. Até mesmo os aspectos negativos que você citou, me deixou curiosa para conferir tudo por conta própria. O que mais me empolgou, confesso, foi a parte da Helena. Quero <3 Ótima crítica, beijos.

    http://abducaoliteraria.com.br

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    1. Ei, Gisele!

      Quando pequenininha eu era apaixonada na história deles, assim como você.
      Depois me conta o que você achou, vou amar saber a sua opinião.
      Helena maravilhosa!
      Obrigada :)

      Beijos!

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  3. Ahhh eu sou bobona, vou amar mesmo assim! amooo essa nostalgia!
    Confesso que tb esperava mais do bebê, mas como vc disse, uma coisa compensa a outra e no fim o resultado é positivo :)

    osenhordoslivrosblog.wordpress.com

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