Anne With an E | uma incrível surpresa

30 de jul de 2018

Oi gente! Como vocês estão? Por aqui está tudo certo. O post de hoje é bem especial porque eu vou falar sobre uma das melhores séries que eu já assisti, que também é uma das melhores do catálogo da Netflix. A grande escolhida para o dia de hoje é Anne With an E, que me conquistou desde o seu primeiro episódio. 

A série, que é baseada na obra literária Anne of Green Gables de 1908 da escritora Lucy Maud Montgomery, foi criada por Moira Walley-Beckett e conta com a maravilhosa Amybeth McNulty no papel de Anne. A produção canadense foi realizada pelo canal CBC e distribuída mundialmente pela Netflix.  A primeira temporada estreou em 19 de março de 2017 na CBC e em 12 de maio de 2017 na Netflix e desde então tem conquistado público ao redor do mundo. 



Órfã desde bebê, Anne Shirley acaba indo parar por engano em Green Gables, a fazenda dos Cuthbert, dois irmãos, já idosos, que queriam adotar um menino. Anne terá que provar a Marilla e Matthew que tem valor para o trabalho na fazenda, para que eles decidam de fato adotá-la e para que ela tenha, por fim, uma família.

Anne passou praticamente toda sua vida em um orfanato que não lhe dava o devido cuidado e como serviçal em uma casa de família. A menina sofreu muito durante este tempo por ter uma visão de mundo diferente das demais e uma imaginação fora do comum. Ela encontra, então, refúgio na leitura e as palavras se tornam suas melhores amigas. Ela é uma narradora incrível e uma exímia contadora de histórias e estas coisas se tornam escapes da realidade dura que ela viveu, ao mesmo tempo que sempre tenta usar a imaginação para melhorar as coisas. Anne é muito falante e muito expressiva, um dos seus maiores sonhos é ir para a escola, apesar de ela não ser uma aluna típica da escola de Avonlea.


Matthew e Marilla Cuthbert são pessoas completamente diferentes de Anne. Os dois irmãos nunca se casaram e vivem juntos na fazenda da família. Eles não falam muito sobre sentimentos e não mostram muitas emoções. Marilla é prática e objetiva, enquanto Matthew é calado e focado no trabalho da fazenda. A chegada de Anne é um divisor de águas na vida dessa família, já que a convivência com a menina vai mudar inteiramente a dinâmica antes vivida por eles. Os dois precisarão entender o que é necessário para criar uma criança, especialmente uma criança como Anne. É um processo muito bonito de se ver, pois ela vai despertando neles um lado que nem eles mesmos conheciam, um lado mais emocional e sensível.

A série se utiliza de diversos recursos para contar a história de Anne, e os flashbacks são um desses recursos. São pequenos flashes do passado da menina que nos permitem ter uma noção de como sua vida era antes de chegar em Green Gables e como suas ações no presente refletem esse passado. O fato de Anne querer ser aceita, mas nunca mudando a sua essência é uma das coisas que reflete esse passado. 
Outro recurso muito explorado pela série é a fotografia. Os cenários são extremamente bonitos e são parte da narrativa, já que uma das características mais marcantes de Anne é a sua completa adoração pelas belezas da natureza e o fato de ela usar os cenários nas suas infinitas criações de histórias. Essa característica da fotografia também deixa a série mais “acolhedora”, nos colocando bem ambientados com o que está acontecendo, além de ser extremamente contemplativo e bonito de se ver.


Eu queria ressaltar aqui dois pontos que eu achei imprescindíveis e que compõe lindamente a estrutura da série. O primeiro é que ela trata de assuntos muito sérios de forma extremamente natural. Não temos aquela impressão de que os debates foram “forçados" dentro do enredo, mas sim que eles são parte integrante da história e que ela não faria sentido sem eles. Por se passar entre o final do século XIX e início do século XX, a série trata bastante sobre machismo, ainda mais por ter como protagonista uma menina extremamente independente que não se encaixa nos padrões esperados de uma moça da época. A segunda temporada, que estreou em 6 de julho deste ano, também aborda outros assuntos como racismo e homofobia, mas sempre de maneira responsável e coerente. 

O outro ponto que eu gostaria de ressaltar aqui é o lado emocional da série. Ela é incrivelmente sensível e durante todos os episódios temos momentos de risadas, lágrimas e nervosismo. Eu, particularmente, me sinto muito feliz consumindo um conteúdo que consegue me tocar emocionalmente. Que consegue, de maneira saudável, quebrar a barreira entre o espectador e a tela e causar alguma emoção, seja alegria e até mesmo tristeza. Anne With an E definitivamente nos faz sentir alguma coisa, e eu acho que essa é uma das melhores características que uma obra pode ter.


O que me leva a falar sobre as atuações. Se a série é tão emocionante, um dos fatores que contribuem muito para isso são as atuações, já que conseguimos sentir empatia pelos personagens. Outras características, como o roteiro, também são relevantes para que haja empatia pelos personagens, mas eu acredito que a atuação é um dos pontos mais importantes nesse quesito. E o elenco não decepciona. Anne é interpretada por Amybeth McNulty, a irlandesa de 16 anos que já foi, inclusive, indicada a prêmios pelo seu papel na série. A interpretação dela é maravilhosa e dá vida à Anne muito bem, já que ela é muito expressiva. Geraldine James e R. H. Thomson interpretam Marilla e Matthew, e eu também precisava falar sobre a atuação deles que é essencial, porque, como eu mencionei anteriormente, os personagens são muito retraídos e não falam sobre seus sentimentos, então as expressões são de enorme importância para a construção de cada um deles dentro da história. 

Além desse núcleo principal de personagens, também existem outros ao redor que se encaixam ao longo do enredo e são todos bem aproveitados, cada um tendo seu impacto na vida de Anne. Temos, por exemplo, Diana Barry, que é a primeira criança a fazer amizade com Anne. Diana e sua família tem papéis muito importantes ao longo da série. E, assim, o roteiro consegue abordar outras histórias independentes que, juntas, vão construindo um enredo muito rico.

Anne With an E foi uma das melhores surpresas que eu já tive nesse universo das séries. Ela conta uma história linda, de maneira envolvente, emocionante e, por vezes, até cômica. Eu recomendo muito para todos que queiram começar uma série nova. Ela atualmente tem apenas duas temporadas, sendo a primeira com 7 episódios e a segunda com 10, ainda sem previsão de uma terceira temporada, mas ficaremos na torcida. Me contem aqui nos comentários se já conheciam, assistiram ou se têm vontade, vou adorar ler as opiniões de vocês!



8 comentários:

  1. Eu sou tão apaixonada por essa série. Pensei que não tinha como melhoras e vem a segunda temporada provas que tem sim. Os novos personagens são cativantes e fiquei ainda mais encantada com a pequena Anne =D

    Sai da Minha Lente

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    1. Sim!!! A segunda temporada foi maravilhosa!! Vamos torcer para termos uma terceira! Obrigada pelo comentário!

      Beijos!

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  2. Sempre passei o olho nela na lista da Netflix e sempre ficava com uma vontadezinha de assistir, mas sempre desistia. Depois que li aqui mais sobre a série me deu vontade de ver. Depois volto para contar o que achei!! :)

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    1. Oi Dayane! Fico muito feliz mesmo que a resenha tenha te animado para ver a série! Depois me conta sim!

      Beijos!

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  3. Fiquei bastante curiosa com a série!
    A personagem principal é muito bonita e fofa, com sardas e tudo :).
    Beijinhos
    Blog: Life of Cherry

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    1. Oi!!
      Dá uma chance pra série! É muito incrível! E a Anne é maravilhosa sim, em muitos sentidos!!

      Beijos!

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  4. A fotografia e a história encanta a cada segundo! <3 Muito amor por tudo.
    www.cinthiafabiana.blogspot.com.br

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    1. Oi Cinthia! A fotografia é muito linda mesmo e a história é realmente encantadora! Essa série é muito incrível e merece ser assistida por todos!!

      Beijos!

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